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O smartphone fica hoje disponível para compra e vai tentar convencer os consumidores com os seus dois ecrãs e as duas câmaras frontais. O V10 representa a postura de inovação que a LG tem tentado imprimir no segmento dos dispositivos móveis, uma aposta que tem gerado resultados em Portugal.

O LG V10 foi apresentado no início de outubro e desde então já fez a sua estreia nos mercados americano e asiático. Agora chega a vez de estrear na Europa, tendo Portugal sido escolhido como primeiro país para o lançamento do topo de gama. O equipamento fica disponível hoje, 14 de janeiro, no mercado livre de operador e por um preço de 799,90 euros.

O valor não engana: é um dispositivo do segmento premium. Mas a LG colocou no V10 alguns argumentos extra relativamente à concorrência que também ajudarão a justificar o preço. As duas características que saltam logo à vista é o duplo ecrã e a dupla câmara frontal – elementos raros no atual mercado dos smartphones.

“O V10 direciona-se para os consumidores que pretendem algo diferente, inovador e que pretendem distinguir-se da restante população”, assumiu sem rodeios, em conferência de imprensa, Marco Maltês, da LG Portugal.

Relativamente ao ecrã duplo, eles são independentes entre si e o mais pequeno, colocado na parte superior direita do telemóvel, permite aceder de forma rápida a algumas informações e também a aplicações. Quando bloqueia o V10, o segundo ecrã mantém-se ligado e apresenta informações contextuais, não obrigando o utilizador a ligar o ecrã ‘grande’ só para saber as horas por exemplo.

Sobre a dupla câmara frontal elas podem trabalhar em conjunto para a produção de uma imagem mais ampla, com 120º, um pouco ao estilo do que é conseguido com as GoPro. A LG salienta que esta é uma opção que ajuda a responder ao crescente interesse dos consumidores pelas selfies, ainda que a aplicabilidade vá mais longe.

O V10 é a mais recente proposta de inovação da LG no mercado dos smartphones e vem substituir a linha G Flex, que tentou democratizar os ecrãs curvos nos últimos dois anos. Marco Maltês adiantou ainda que o objetivo da marca em Portugal é vender 3.000 unidades deste smartphone topo de gama durante o primeiro semestre, um valor que está em linha com o que foi conseguido pelos seus antecessores ‘flexíveis’.

O novo smartphone destaca-se ainda noutros aspetos: construção lateral em aço e capa traseira em silicone militar para uma maior robustez, leitor de impressões digitais e sistemas de estabilização de imagem tanto para fotografias como para vídeos.

O grande posicionamento da LG relativamente ao V10 faz-se também no campo multimédia, apresentando este dispositivo como um todo o terreno: além de permitir uma produção de conteúdos de grande qualidade graças ao sensor de 16 megapíxeis que herda do G4, tem ainda o ecrã principal com 5,7 polegadas e resolução de 2.560×1.440 píxeis.

Só saberemos o que o dispositivo realmente vale depois de realizados os devidos testes, mas as primeiras impressões são animadoras.

Apostas agressivas que têm compensado
Num mercado de dispositivos móveis que parece cada vez mais acomodado – havendo pouca diferenciação entre as dezenas de smartphones que são lançados todos os anos -, a LG tem tentado assumir um ritmo diferente.

A aposta na inovação está no entanto a compensar, despertando o interesse dos consumidores para os seus principais smartphones topo de gama, como o G3 e o G4. No ano passado a área mobile da LG Portugal cresceu 5% em faturação e representa atualmente quase 30% da faturação global da marca.

Marco Maltês revelou ainda que em 2015 as vendas combinadas das linhas G3 e G4 representaram quase metade das receitas da área mobile da LG no mercado português. “Conseguimos melhorar a posição no segmento médio e de alta gama”, declarou o responsável da tecnológica.

Fonte: Sapo TEK

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